sobre a brevidade dos textos

Datena, que gosta muito de imagens.

Hoje em dia os textos, para serem viáveis, para entrarem na zona do mercado, precisam ser curtos. É claro que existem as exceções e, na maioria das vezes, concedidas apenas aos grandes talismãs do jornalismo e da literatura. Quanto mais famoso e reconhecido pela escrita, mais laudas pode-se preencher.

Porém, um desconhecido que ousa escrever textos longos é normalmente tomado como um infame arrogante. As pessoas querem figuras, fotos, links e vídeos. É a tal da experiência multimídia, coisa que ninguém sabe o que é exatamente, mas acha legal.

Eu acho que a imagem pode, se usada para isso mesmo, destruir mentes e deixar as pessoas mortalmente alienadas. Porque ela é fácil. O texto exige que a pessoa esteja sentada, parada, concentrada nas palavras. Exige da pessoa um momento que ela normalmente não tem com ela mesma.

O tempo que as pessoas não têm com elas mesmas.

Entendi.

Escrever, pra quê? A vida é breve. Viva.

Veja imagens.

[CATO ALBERICO RIBEIRO]

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3 pensamentos sobre “sobre a brevidade dos textos

  1. Nicole Loiola disse:

    Um bom tema, boa abordagem. Acredito que tanto a imagem quanto a escrita tem o seu valor, assim como tem pessoas que se expressão melhor com imagens do que com palavras. Claro que isso não quer dizer que não haja uns ou outros preguiçosos que não se interessam pela junção dessas letrinhas encantadoras, e muito menos pelas mensagens que elas transportam. Mais sinceramente é ariscado sair por ai lendo de tudo ainda mais de origem duvidosa, pensando bem ai que mora a perda de tempo. Pois esse excesso de informação muitas vezes inútil que tornam as pessoas “mortalmente alienadas”, acho que se fosse apenas mais interessados e seletivos, já seria positivo.

  2. catoalberico disse:

    É isso. A informação pode ser a mais mortífera arma de destruição em massa existente. Ler menos. Ver menos. Sentir mais.

    Dá, no mínimo, uma bela camiseta.

  3. Stéphanie disse:

    A sua reflexão, ou melhor angústia, é muito apropriada. Precisamos mais de pensadores[ por que ninguém mais usa a palavra filósofo?] voltados para essa problemática da pós-modernidade. Temos que ser os Flâneurs das sociedades midiáticas, é necessário vencer o processo de alienação. Bravo! G-e-n-i-a-l ou seu texto.
    Observei que ele é bem curto, que boa reflexão.

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