chose en soi (partita #103 tempo comodo)

O que eu queria mesmo era pegar qualquer coisa, qualquer coisa, e fazer dela uma outra… coisa.

O que eu queria mesmo era que a vida pudesse ser interrompida por reticências… para depois ela continuar como se nada tivesse acontecido.

O que eu queria mesmo era que nada tivesse acontecido.

Assim, quem sabe, eu não ia ter que ficar aqui falando das coisas, de todas essas coisas que se repetem muito toda vez que eu paro para escrever (paro para), então é coisa pra lá, coisa pra cá, coisa pra tudo que é lado. O que eu queria mesmo era poder escrever «pra» e não pensar que deveria estar escrevendo «para» (eu paro com o para).

As coisas: tudo que pode ser pensado, suposto, afirmado ou negado.

Ding an sich. Germanismos raspam-me os ouvidos. A coisa em si.

O que eu queria mesmo era entender alguma coisa. Qualquer. Coisa.

[CATO ALBERICO RIBEIRO]

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2 pensamentos sobre “chose en soi (partita #103 tempo comodo)

  1. Anônimo disse:

    Que coisa.

  2. catoalberico disse:

    que nada.

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